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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Parnaíba reúne a biodiversidade da floresta ao preservado encontro do rio com o mar


Porto das Barcas
Upload feito originalmente por Helder Fontenele
No coração da "Rota das Emoções", que contempla também Jericoacoara e Lençóis Maranhenses, o Delta do Rio Parnaíba é um espetáculo à parte. Localizado no extremo norte do Estado do Piauí, na divisa com o Maranhão, é o único delta das Américas que deságua em mar aberto e o terceiro maior do mundo. Suas ramificações, braços formados pelo rio antes de encontrar o mar, desenham um arquipélago com mais de 75 ilhas, dunas, lagoas de água doce e uma exuberante floresta tropical que presencia o espetáculo raro preparado pela natureza.
Santuário ecológico de rara beleza, o delta mantém áreas de preservação que protegem seus mangues, igarapés, lagoas naturais e a fauna silvestre construindo uma paisagem aparentemente intocada pela presença humana. Suas principais divisões delimitam o território das maiores ilhas da região, dotadas de boa infra-estrutura para visitação. São elas: Canárias, Igaraçu, Ilha do Caju, Ilha da Melancieira e Tutóia.
Além do precioso cenário construído pelo encontro das águas do Parnaíba com o mar, o litoral piauíense ainda reserva mais surpresas a serem exploradas. Em seus 66 km de extensão, menor litoral do país, nunca o ditado "melhor qualidade do que quantidade" se fez tão verdade. Em suas praias, visitadas quase que exclusivamente por moradores locais, o clima de tranquilidade se faz presente. Água límpida e transparente e algumas rajadas de vento trazem pescadores, banhistas e os praticantes de kitesurf em busca de adrenalina, unindo o prazer pelo esporte à contemplação da costa paradisíaca.
O setor artesanal do Estado do Piauí tem muitos motivos para se orgulhar. Considerado um dos melhores e mais bonitos do país, construiu na relação do homem com a natureza suas principais fontes de inspiração. Desde o interior do Estado, onde a forte interação com a terra fez nascer uma genuína vocação para a cerâmica, no litoral encontramos novas vertentes para as artes manuais.
Das fibras da carnaúba e das taboas, os artesãos de Luís Correia e Parnaíba retiram a resistência necessária para executar seus trançados. Móveis, balaios e objetos de decoração surgem de uma infinidade de fitas, que unidas e trabalhadas rapidamente pelas habilidosas mãos desses artistas, preenchem os espaços de casas e apartamentos por todo o país. Com um toque mais feminino, as artesãs da Ilha Grande de Santa Isabel dão cores às palhas e criam verdadeiras obras de arte dignas de figurarem nas mais respeitadas vernissages de arquitetura e design de interiores.
Ainda em Ilha Grande, encontramos as famosas rendeiras do Morro da Mariana. Na sede da associação, o som dos bilros se mistura à gostosa conversa entre as mais novas e as já tradicionais artesãs. Em 2001 elas tiveram seus trabalhos consagrados no São Paulo Fashion Week, quando o estilista Walter Rodrigues levou as trabalhadas rendas para suas criações.

domingo, 15 de março de 2009

A Escada Milagrosa

Na Cidade de Santa Fé, estado do Novo México nos Estados Unidos há um mistério que já dura 130 anos e que atrai fiéis e turistas. Destino: Capela Loretto. Cerca de 250 mil visitantes por ano procuram a capela em busca de uma resposta. O que torna a capela diferente de todas as outras é que o personagem do suposto milagre ocorrido nela é uma escada.

“Pode ser que exista algo de milagroso, porque a escada foi construída em pouco tempo, com pouco equipamento”, explica uma visitante. Quando a capela ficou pronta, no fim do século 19, as freiras sentiram falta de uma escada que as levasse até o pavimento superior. Elas passaram nove dias rezando para São José, que era carpinteiro.

Um desconhecido bateu na porta da capela no último dia. Disse que era carpinteiro e que poderia dar conta da tarefa. Ele construiu, sem ajuda de ninguém, a escada que é considerada um prodígio de carpintaria: ninguém sabe como ela ficou de pé. A escada não tem um suporte central. Depois, o carpinteiro - que não usou prego nem cola para construir a escada - sumiu sem deixar vestígios. Nem esperou para receber o pagamento.

Uma lenda nasceu na cidade de Santa Fé, que passou a acreditar que o carpinteiro na verdade era São José, enviado por Jesus para atender as súplicas das feiras. Desde então, a escada passou a ser chamada de “milagrosa”, e virou ponto de peregrinação e atração turística.

“Há três mistérios aqui. O primeiro mistério é que não se sabe, até hoje, quem é o homem que construiu a escada, a portas fechadas. Segundo mistério: arquitetos, engenheiros e cientistas dizem que não entendem como a escada se equilibra. E o terceiro mistério: de onde veio a madeira? Já fizeram análises e não existe nada parecido em toda a região”, explica o porta-voz da igreja.

Um detalhe só reforçou a crença no suposto milagre: a escada tem 33 degraus, a idade de Cristo. O caso nunca foi investigado pelo Vaticano, mas a lenda ganhou vida. A cada ano, cerca de 200 casais escolhem a capela para casamentos.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Parnaíba concorre a ser sub-sede da Copa de 2014


 O Governo do Estado, através da Fundespi, e a Prefeitura de Parnaíba farão nesta sexta-feira, dia 27 de fevereiro, o lançamento da campanha e do comitê que trabalhará em prol da candidatura de Parnaíba a sub-sede da Copa de 2014. O ato solene acontecerá no Quadrilhódromo em meio a apresentações das escolas de samba do Carnaval de Parnaiba, do Rei Momo e da Rainha do Carnaval. O evento terá início às 18h com apresentação da Banda de Música do Município que executará, por uma hora, músicas carnavalescas tradicionais, seguidas das escolas que mostrarão suas fantasias, coreografias e sambas-enredos. Bandas locais com repertórios de Carnaval e Axé também se apresentarão no grande palco existente no meio da Praça de Eventos de Parnaíba. Será apresentada na ocasião, a logomarca da campanha e outras peças publicitárias criadas pela Agência Eclética Comunicação, contratada pela Coordenadoria Estadual de Comunicação.

A programação do dia 27 foi definida por uma comissão formada por membros indicados pelo Governador Wellington Dias e pelo prefeito José Hamilton, para conduzir as ações que objetivam informar a população e sensibilizar a CBF quanto à capacidade que terá o município para receber uma das seleções mundiais. “Parnaíba reúne condições naturais e estratégicas, além de ter grandes obras de infra-estrutura em execução e também por apresentar projetos viáveis para o futuro próximo”, comentou o vice-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto, que também integra o grupo formado pelos governos municipal e estadual. Ele também fez referência ao clima de Parnaíba por ser muito parecido com o de Fortaleza, que reivindica a condição de sede de Copa. “A seleção que ficar em Parnaíba não terá problemas de ambientação”, prosseguiu.

A Prefeitura e o Governo do Estado estão trabalhando para responder um vasto questionário da CBF sobre a tradição esportiva do município, sua estrutura e os projetos que serão concluídos bem antes da Copa de Mundo de 2014. Entre as iniciativas que ganharão mais apoio com a possível aprovação de Parnaíba para ser sub-sede da Copa, está o do estádio olímpico da cidade que já tem verba liberada para a elaboração do seu projeto executivo. Os recursos da ordem de 1,5 milhão de reais, oriundos de emenda do deputado federal Osmar Júnior, já estão depositados em uma conta do Governo do Estado.

O presidente da Fundespi, Vicente Sobrinho, disse que o órgão está empenhado para que Parnaíba seja sub-sede, pois isto representa uma grande oportunidade para o Piauí. Publicitários da empresa DV Comunicação, parceira da Agência Eclética Comunicação estiveram em Parnaíba neste final de semana para fazer imagens e outros registros da cidade.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Grande Berçario


Farol da Pedra do Sal
Upload feito originalmente por Helder Fontenele
Além de dunas, praias, rios e igarapés, o Delta do Rio Parnaíba é composto por florestas de manguezais, ecossistemas ricos e vitais para o equilíbrio ambiental da zona costeira, e local onde a vida marinha se alimenta e se reproduz. Nos manguezais habitam plantas exóticas e vários tipos de animais: camarões, caranguejos, mariscos e muitas espécies de aves e peixes encontram no local alimento e condições propícias para reprodução.
Os tipos mais comuns de vegetação encontradas nesse berçário são o mangue vermelho, encontrado em quantidade nas raízes; mangue negro, que cresce onde a lama é mais firme e menos oxigenada, o que explica as raízes crescerem para fora em busca de ar; e o mangue branco, encontrado em terrenos mais arenosos, próximo à terra firme.
Todos os passeios do Delta do Parnaíba começam pelo Porto de Tatus, na Ilha de Santa Isabel. Dependendo da maré, os barcos costumam partir no início da manhã, entre 7h e 10h, em direção aos braços de rio. Os passeios duram praticamente de quatro a seis horas, dependendo do tipo da embarcação e do roteiro. A embarcação maior, com até 60 pessoas a bordo, custa entre R$ 30 e R$ 40 por pessoa, dependendo da época, com direito a um lanche de frutas, caranguejada e almoço. Um passeio personalizado custa cerca de R$ 300 (até cinco pessoas). O percurso inclui paradas em ilhas e dunas.
As embarcações ganham as águas do Parnaíba percorrendo os canais com visual rico em vegetação nativa. De um lado, praia de rio; do outro, dunas e praia oceânica. Em algumas épocas do ano pode-se ver claramente a linha que divide as águas do rio e do mar.
A paisagem vai mudando com o surgimento do Morro Branco, cadeia de dunas que nasce na restinga. Antes, uma passagem pelos igarapés, canal estreito ladeado por diversos tipos de vegetação de mangue. Nesses igarapés ocorrem a cata do caranguejo à moda tradicional, onde o guia enfia-se na lama do mangue e traz o caranguejo-uçá, principal iguaria da culinária da região.
Os macacos-prego e os jacarés do papo amarelo são os animais mais cobiçados pelas câmaras dos turistas quando as embarcações percorrem os igarapés mais estreitos. Na maior parte das vezes o visitante se contenta mesmo é em apreciar as iguanas e os pássaros diversos do local, como garças, martins-pescadores, guarás, piririguás e até pica-paus. Os cardumes dos ligeiros "peixe quatro olhos", que navegam com a cabeça fora d'água, escoltam a embarcação por parte do percurso.
Pelo Igarapé dos Poldros, que divide às ilhas dos Poldros e a de Canárias, as embarcações comummente fazem uma parada na altura da Baía do Feijão Bravo. Percorre-se a pé até as maravilhosas dunas que deságuam no igarapé. A sensação do local é de deserto, de estar num ambiente nunca antes visitado. No retorno do passeio, a embarcação percorre a colônia de pescadores da Ilha das Canárias até o Porto de Tatus, local onde a maravilhosa aventura começou. (Ivonildo Lavôr)

COMO CHEGAR
Para conhecer o Delta do Parnaíba e as belas praias do litoral piauiense, o cearense tem duas opções, ambas por terra. A viagem pode ser feita em carro particular, percorrendo 470 quilômetros pelo litoral, via Camocim; ou pela Serra da Ibiapaba, cerca de 600 quilômetros. O Aeroporto Internacional de Parnaíba-Prefeito João Silva Filho não possui ainda vôo regular.
A Expresso Guanabara dispões de três freqüências diárias a partir de Fortaleza: às 10h e 19h, em ônibus convencional, custa R$ 58,08; e às 22h, em ônibus leito, ao preço de R$ 73,08. Já estão inclusas as taxas de embarque. O tempo de viagem é de aproximadamente 7h30min. Info.: (85) 4005-1992.

ONDE COMER
A culinária típica da região do Delta é toda à base de peixe, camarão e, principalmente, do caranguejo. Parnaíba é o maior exportador do crustáceo do País (praticamente, todo o caranguejo consumido na capital cearense vem de Parnaíba). Os restaurantes de Parnaíba incluem o caranguejo em quase todos os pratos oferecidos nos cardápios. Um misto, com peixe, caranguejo e camarão, no restaurante Carlitu's, na Praia de Italáia, em Luís Correia, custa R$ 45, para três pessoas.
Na Confraria do Paladar, na badalada zona de restaurantes da Beira Rio, em Parnaíba, um prato de peixe e camarão, para duas pessoas, não passa de R$ 25. Mas se a decisão for só caranguejo, o restaurante Caranguejo Expresso, também na Beira Rio, tem da torta (R$ 25, para duas pessoas) ao "Caranguejo Toc-Toc", com quatro unidades, a R$ 6. Uma pizza de camarão, ou de caranguejo, custa R$ 21 para quatro pessoas, no Ponto de Encontro, em Parnaíba.

PASSEIOS
A empresa parnaibana Eco Adventure (www.ecoadventure.tur.br) oferece passeios para o Delta do Parnaíba. Av. Presidente Vargas, 26 - Porto das Barcas Parnaíba. Info.: (86) 3323-9595.

ONDE FICAR
Para conhecer o Delta e as praias do litoral piauiense a melhor opção é ficar hospedado na cidade de Parnaíba, que atualmente está expandindo sua hotelaria. Uma opção é o Hotel Pousada dos Ventos (www.pousadadosventos.com.br). Info.: (86) 2555-2559.

DISTÂNCIAS
Fortaleza - Parnaíba - 470 Km
Parnaíba - Luís Correia - 15 Km
Parnaíba - Jericoacoara - 180 Km
Parnaíba - Camocim - 120 Km

Fonte:

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Barra Grande


A areia fofa e as águas calmas fazem da praia piauiense uma raridade na costa do Meio-Norte. É o banho de mar mais gostoso entre os Lençóis Maranhenses e a Praia de Jericoacoara.Como chegar: 53 quilômetros a leste de Parnaíba, por estrada bem asfaltada e sinalizada.Onde ficar: nas novíssimas pousadas pé-na-areia freqüentadas por praticantes de kitesurfe (prancha de surfe controlada por uma pipa), como a Ventos Nativos, onde há um bistrô francês (ventosnativos.com) e a BGK, que tem um belo bar de praia (barragrandekitecamp.com.br).

Fonte:
Revista Época

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Delta do Parnaíba

Antes de desaguar no oceano, o rio Parnaíba se divide em cinco braços diferentes. Durante as quase oito horas de passeio por toda a sua extensão, as embarcações tradicionais, com capacidade para até 90 pessoas, têm que se locomover por ali lentamente, pois há diversos bancos de areia pelo caminho.

Durante o percurso, é comum ver pescadores em seus barcos movidos a remo e a vela, vencendo a forte correnteza. Outro personagem típico da região é o catador de caranguejo-uçá. Nos acampamentos montados nos manguezais, os caiçaras dormem em redes amarradas às árvores. Não raro, avista-se algum deles cheio de lama pelo corpo. É ela que protege os catadores dos mosquitos que dividem o local com o crustáceo, cujo destino é, em sua maioria, as mesas e os supermercados de Fortaleza, no Ceará.

Jefferson Coppola/Folha Imagem
Dunas da Ponta do Caiçara, no delta do Parnaíba, onde pequenas vilas se espalham à beira do rio, no Maranhão
Dunas da Ponta do Caiçara, no delta do Parnaíba, onde pequenas vilas se espalham à beira do rio, no Maranhão

Pequenas vilas e povoados espalham-se à beira do rio e pelas ilhas da redondeza, algumas ainda sem energia elétrica. Após navegar por alguns quilômetros, entre florestas e mangues, uma duna surge de surpresa e a areia branca se mistura com a lama. A água é levemente salgada, resultado da mistura com o oceano. A imagem que se forma é uma mescla surpreendente de paisagens.

O delta e suas margens reservam ainda uma opção para aventureiros e amantes da natureza. Durante um safári noturno, também chamado de focagem, é possível observar um ecossistema bastante particular. Navegando em voadeiras, pequenas embarcações de madeira, os turistas seguram lanternas na esperança de encontrar jacarés, cobras, iguanas e pássaros nas cerca de quatro horas de duração do passeio.

Capital da carnaúba

Para visitar os atrativos do rio, o melhor a fazer é se hospedar em Parnaíba, portal do delta. Segunda maior do Estado do Piauí, a cidade foi o principal entreposto comercial da região nos séculos 18 e 19, grande exportadora de charque, de carnaúba e do babaçu. Naquela época, a cidade ainda era a Vila de São João de Parnaíba, e o Piauí, a quarta maior economia do país.

Arte

Em setembro de 2008, seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre as principais atrações estão a Casa Grande e a catedral de Nossa Senhora da Graça, padroeira da cidade.

Não deixe de visitar também o porto das Barcas, que teve parte de seus prédios históricos restaurados. Sentar-se em uma das mesinhas dos restaurantes e bares de suas ruelas é uma boa opção para um fim de tarde, quando o calor dá uma trégua. As agências que reservam os passeios pelo delta também ficam por ali.

Para manter o clima colonial, uma dica é se hospedar na Casa Inglesa, que fica ao lado do porto das Barcas. Construída no século 19, o local pertence à família de James Frederick Clark, um dos grandes exportadores da cera de carnaúba. Na pousada, há apenas cinco quartos, cada um deles pintado e decorado com uma cor diferente, sendo que todos os cômodos conservam móveis e objetos da época.

No comecinho da noite, com o vento do delta refrescando o calor nordestino, a parada é em uma das inúmeras sorveterias da cidade. Prove cajá com sapoti. Estique os pés num pufe de taboa, fibra vegetal tirada de lagoas e rios, e curta a maresia.

COMO CHEGAR
De carro até Parnaíba são 354 km de Teresina, com acesso pela BR 343

PARA QUEM
Casais e turmas de amigos que querem desfrutar da natureza exuberante da região e que não se importam em se deslocar por muitos quilômetros atrás de belas paisagens

QUANDO IR
O ano todo. De março a agosto, durante a época de chuvas, as lagoas entre as dunas estão mais cheias

DICA
Reserve um dia para visitar as praias de Luís Correia, a apenas 18 km de Parnaíba. As sete praias do município são banhadas por águas verdes e cristalinas




Fonte:
Juliana Calderari
http://www1.folha.uol.com.br

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Não Há Nada Igual

 
O menor litoral do país abriga um dos lugares mais bonitos e, por que não dizer, vazios do Brasil. Quem visita o Delta do Parnaíba, na costa do Piauí, percebe que os 66 quilômetros de orla não deixam nada a desejar ao resto do Nordeste brasileiro. Quem vai para Jericoacoara, no Ceará, ou São Luís, no Maranhão, não pode perder a chance de esticar até esse paraíso perdido. É o que diz o paulista Peco Porto, de 33 anos, diretor de criação e planejamento da Motivare. “O barato do lugar é o passeio de barco pelo Rio Parnaíba.” E não se trata só de um rio de águas calmas.

O riquíssimo ecossistema se mostra na forma de dunas, mangues, lagoas e igarapés. Apesar de exigir um certo condicionamento físico, não deixe de subir o Paredão do Morro Branco, em uma das paradas do passeio. “É um pouco cansativo, mas vale a pena, pois a visão do delta é incrível”, diz Peco, que acaba de voltar de lá. É bom se programar para fazer o passeio aos sábados, pois durante a semana só é possível alugar uma lancha, que custa, em média, 200 reais. Também não deixe de experimentar o sorvete de bacuri, fruta típica da região.

Fonte:
Amanda Salim
http://vocesa.abril.com.br

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Paisagem ao Sabor do Vento

Uma brisa leve ou uma rajada que tira o sossego de quem tenta se banhar ao sol. São absolutamente volúveis os ventos que, em questão de segundos, dão novas formas ao litoral do Piauí. As correntes de ar entortam as carnaúbas, varrem as dunas para muito longe e só por milagre poupam as casas de taipa onde vive um povo humilde e hospitaleiro. Pessoas que ainda recebem os visitantes como se fossem amigos - e não potenciais clientes. Até porque o interesse turístico pela região é algo novo, novíssimo. Começou com a descoberta do Delta do Parnaíba, maravilha que o Piauí divide com o Maranhão. Mas não demorou a chegar às praias lindas e rústicas do menor litoral do Brasil, onde bons ventos incentivam as manobras radicais do kitesurfe.  Ao contrário dos Estados vizinhos, verdadeiros pesos pesados quando se trata de receber visitantes, o Piauí só agora começa a se estruturar como destino. A Secretaria de Turismo local, por exemplo, está em atividade há pouco mais que um ano e os resorts, tão comuns em toda a Região Nordeste, ainda não chegaram lá.  As pessoas que procuram o litoral do Piauí se hospedam em pousadinhas e pequenos hotéis, que oferecem, no total, módicos 1.200 leitos. Situação que terá de mudar rapidamente se o Estado não quiser perder turistas. "Nossa rede hoteleira está aquém do que o mercado exige", afirma José do Patrocínio, presidente da Piauí Turismo (Piemtur). "Mas temos planos de chegar a 2015 com cerca de 8 mil leitos." A guinada do turismo começou em 2003, quando foi feito um estudo para identificar os potenciais do Estado. Naquela época, Parnaíba - a principal cidade do litoral e a segunda maior do Piauí, com 150 mil habitantes - não tinha nem saneamento básico. E era precária a condição das estradas que ligam a região à capital, Teresina, e a Fortaleza, no Ceará. Problemas que já começaram a ser solucionados, em parte com o auxílio do governo federal. Neste ano, o Ministério do Turismo incluiu Teresina, Parnaíba e São Raimundo Nonato, mais ao sul, na lista de destinos-chave e lançou, em parceria com os governos estaduais, a Rota das Emoções. Esse roteiro integrado passa por Delta do Parnaíba, Jericoacoara (CE) e Lençóis Maranhenses (MA).  AEROPORTO A dificuldade de acesso, no entanto, continua sendo o grande nó turístico do litoral piauiense. Apesar de o aeroporto de Parnaíba ter garantido o status de terminal internacional em 2005, pouco depois de começar a ser administrado pela Infraero, sua pista tímida estava longe de poder receber os Boeings tão sonhados pelo Estado. Para se ter uma idéia, apenas oito vôos internacionais pousaram ali no ano passado, vindos da Europa. Por causa do tamanho reduzido da pista, as companhias tinham de usar aviões menores e programar uma parada de reabastecimento em Cabo Verde, em pleno Oceano Atlântico. A manobra tornava o bilhete muito caro, afastando os viajantes.  Resultado: o aeroporto teve de ser fechado e agora passa por reformas. As obras incluem a ampliação da pista para 2.500 metros, permitindo o pouso de aviões maiores. "Estaremos prontos para receber vôos internacionais em meados de 2009", afirma Patrocínio.  Enquanto isso não acontece, no entanto, quem quiser chegar às praias precisa desembarcar em Teresina e encarar cinco longas horas de estrada. São 350 quilômetros, mas pelo menos a BR-343 agora está com o asfalto tinindo.  Você precisará tomar cuidado apenas com os animais que invadem a pista - caso dos burros, que só há pouco perderam para as motocicletas o posto de principal meio de transporte da região. Tirando isso, o caminho é plano até o litoral, domínio das dunas, das carnaúbas, dos ventos. Uma paisagem que, se desaparecesse, deixaria muita gente chateada.  Viagem feita a convite do Brasil Kite Tour 2008

Fonte:
Lucas Frasão

 
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