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domingo, 24 de maio de 2009

Jogos do Parnahyba 2009

24/1 Parnaíba
2X2 Botafogo de Catanduvas
Marcelinho e Paulo
7/2 Parnaíba
1x1 Seleção Parnaibana
Baiano
15/2 Campo Maior

1x0 Caiçara
Totonho
20/2 Buriti dos Lopes
1x1 Seleção do Buriti dos Lopes
1/3 Parnaíba
2x1 4 de Julho
Ailton e Paulo
8/3 Campo Maior
1x1 Comercial
Totonho
15/3 Parnaíba
0x0 Caiçara
22/3 Piripiri
0x6 4 de Julho
28/3 Parnaíba
2x2 Comercial
Da Silva (2)
2/4 Parnaíba
1x0 Flamengo
Da Silva
5/4 Teresina
1x4 Flamengo
Da Silva
21/4 Parnaíba
3x0 Caiçara
Julinho, Paulo e Renildo Paraiba
26/4 Piripiri
1x5 4 de Julho
Marreco
30/4 Parnaíba
1x1 Comercial
Idelvando
3/5 Campo Maior
2x1 Caiçara
Julinho e Marreco
10/5 Parnaíba
6x2 4 de Julho
Paulo, Julinho (2), Da Silva, Renildo Paraiba (2)
17/5 Campo Maior
0x1 Comercial
21/5 Parnaíba
0x1 River
24/5 Teresina
0x6 River


19 JOGOS
6 VITÓRIAS
7 EMPATES
6 DERROTAS
25 GOLS PRÓ
35 GOLS CONTRA
-10 SALDO DE GOLS
43,85% APROVEITAMENTO

ARTILHEIROS

4 - DA SILVA
4 - PAULO
4 - JULINHO
3 - RENILDO PARAIBA
2 - TOTONHO
2 - MARRECO
1 - MARCELINHO
1 - BAIANO
1 - AILTON
1 - IDELVANDO

domingo, 15 de março de 2009

Orgulho para Parnaíba

A Parnaíbana Lea da Silva Véras foi selecionada para os programas de doutorado na área de Quimica Teórica Medicinal na prestigiada universidade americana Carnegie Mellon e na universidade inglesa Oxford.
O seu doutorado é voltado para a descoberta de curas de doenças através do desenvolvimento de programas de computador que são capazes de identificar os padrões que possam pré-dizer se um determinado composto quimico pode ser útil para o desenvolvimento de um novo remédio ou uma nova vacina. Ela usa fisica quântica e matemática aplicada e quimica.
Nestas duas universidades já passaram grandes nomes como os lideres mundiais Bill Clinton e Tony Blair e o brilhante fisico Stephen Hawkins

Só Sabe Reclamar

O hoje senador Francisco Moraes Souza (PMDB), que administrou o Estado entre 1995-2001 e que se destaca como crítico dos governos de Lula, na presidência da República, e de Wellington Dias, no governo do estado, ambos do PT, investiu pouco em desenvolvimento. A maior parte dos recursos foi direcionada para atender a política assistencialista implementada durante o seu governo.

A constatação está na obra do economista e professor da Ufpi (Universidade Federal do Piauí), Felipe Mendes. Segundo ele, enquanto as secretarias diretamente ligadas ao Palácio de Karnak aplicaram média anual de R$ 32,3 milhões, as secretarias encarregadas promover o desenvolvimento sócio-econômico do Estado ficaram com apenas 25% deste montante.

O estudo relaciona-se ao período de 1995 a 2000 e está na página 290 do livro "Economia e Desenvolvimento do Piauí". No capítulo "Pobreza, Destino ou Escolha?", o economista faz uma avaliação, com base em documentação contábil do próprio governo, da destinação equivocada dada ao dinheiro público e conclui: "O Piauí é pobre por opção."

A opção foi feita pelo próprio governante. De acordo com Felipe Mendes, atualmente secretário municipal de Finanças de Teresina, no período abrangido pela pesquisa o Gabinete Civil, o Gabinete Militar, o antigo Serse (que tinha a nomenclatura Serviço Social do Estado), a antiga Secom (Secretaria de Comunicação) e a Secretaria de Governo diluíram a importância de R$ 193,5 milhões. Enquanto isso, órgãos como as secretarias de Planejamento, de Agricultura, Indústria e Comércio e Meio Ambiente tiveram aporte de cerca de R$ 48,4 milhões.

No ano de 1994, quando o Estado foi governado por Freitas Neto (que se licenciou em abril para concorrer ao Senado) e por Guilherme Melo, foram aplicados R$ 8,6 milhões em despesas palacianas. "Se as metas fiscais tivessem sido cumpridas haveria uma economia de R$ 142 milhões", enfatiza Mendes.

De acordo com Felipe Mendes, a redução de despesas poderia ter gerado disponibilidade de recursos para investimentos prioritários e formação de contrapartida. Tal volume de recursos poderia ter financiado a conclusão do porto de Luís Correia, a construção da Adutora do Garrincho -- levando água do açude Petrônio Portella para as cidades de São Raimundo Nonato, Coronel José Dias e São Lourenço do Piauí, beneficiando aproximadaMente 25 mil pessoas.

Além disso, permitiria a implantação de 6 mil hectares do Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba (350 km de Teresina), da implantação e pavimentação da rodovia Gilbués/Santa Filomena, nos cerrados, viabilizando ainda a implantação e pavimentação da BR-020, trecho entre as cidades de São João do Piauí e Picos.

Felipe Mendes enfatiza que a pobreza do Piauí "não é um desígnio de Deus ou da natureza, nem resultado da falta de apoio do governo federal. É simplesmente uma questão de escolha. Pergunta-se: é importante investir no amparo à pobreza? É claro, desde que tais investimentos gerem desenvolvimento social. Mas o que ocorreu? As pessoas continuam pobres", finaliza.

Mão Santa fez nesta quarta-feira (11) o seu 984º discurso na tribuna do Senado por ocasião de sessão especial em homenagem aos 186 anos da Batalha do Jenipapo. Como é de costume, atacou os governos de Lula e Wellington e disse que o poder público já poderia ter feito as obras do porto, da hidrelétrica e recuperado a ferrovia Teresina/Luiz Correia. Mão Santa esteve no poder durante sete anos e como se percebe pelo conteúdo da reportagem não adotou as providências necessárias porque não quis. Ele fez uma opção diferente.

Toni Rodrigues

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Chagas Rodrigues

Faleceu ontem na capital federal o ex-governador e ex-governador piauiense Francisco das Chagas Caldas Rodrigues.


Francisco das Chagas Caldas Rodrigues, (Parnaíba, 8 de novembro de 1922) é um advogado e político brasileiro. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, foi eleito governador do Piauí em 1958 e em 1969 teve seus direitos políticos cassados pelo Regime Militar de 1964. Anos após o término de sua punição foi eleito senador em 1986, afastando-se da vida pública ao final de seu mandato.

Governador
Eleito deputado federal pela UDN em 1950 migrou para o PTB algum tempo depois sendo reeleito em 1954 e em 1958, todavia um fato excepcional o impediu de assumir aquele que seria seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados: no dia 4 de setembro de 1958 um acidente automobilístico num povoado próximo a Teresina ceifou as vidas de Demerval Lobão e de Marcos Parente naquela que ficou conhecida como a tragédia da Cruz do Cassaco. Os mortos eram, respectivamente, candidatos a governador e a senador do Piauí nas vindouras eleições de 1958 que em face do ocorrido tiveram que ser substituídos, nessa ordem, por Chagas Rodrigues (PTB) e Joaquim Parente (UDN), este último irmão do falecido Marcos Parente. Apesar da comoção e das adversidades típicas de situações desse calibre ambos foram vitoriosos, sendo que graças a legislação vigente à época o candidato Chagas Rodrigues foi eleito tanto para governador quanto para deputado federal optando pela primeira condição, fato que permitiu a efetivação do primeiro suplente Heitor de Albuquerque Cavalcanti.

A Cassação
Atento ao calendário eleitoral renunciou ao governo do estado em 1962 e empreendeu uma dupla candidatura sendo derrotado na eleição para senador e eleito para o seu terceiro mandato de deputado federal chegando a presidir a convenção nacional do PTB em 1965, contudo a extinção dos partidos políticos determinada pelos militares o fez ingressar no MDB, partido pelo qual foi reeleito em 1966 chegando ao posto de primeiro vice-líder da bancada. Sua carreira política foi interrompida em 29 de abril de 1969 por força do AI-5 e seus direitos políticos foram suspensos por dez anos, o que acabaria por deixar as forças de oposição no estado do Piauí sob o comando de próceres como Severo Maria Eulálio e João Mendes Olímpio de Melo, seu substituto na Câmara dos Deputados. Ante sua "inatividade compulsória" passou a lecionar no Centro de Ensino Universitário de Brasília. Finda a sua punição ingressou no PMDB.

O mandato de senador
Em 1982 foi candidato a senador pelo Piauí e embora tenha recebido quase 80 mil votos a mais que o candidato João Lobo não foi declarado eleito em razão do que dispunha a legislação ora em vigor, que considerava a soma do total de candidatos de cada partido (sublegendas) e não apenas a votação individual dos mesmos. Retornou então ao Distrito Federal e prestou assessoria ao governo daquela unidade federativa a partir de 1985 num esforço que resultou na criação da Secretaria do Trabalho. Mais uma vez candidato a senador em 1986 foi eleito e em 1988 foi um dos fundadores do PSDB e disputou a reeleição em 1994 sem que se sagrasse vencedor.

Residência em Brasília
Desde o fim de seu mandato passou a residir em Brasília e em 2007 recebeu uma indenização por conta das perseguições sofridas durante o período militar no Brasil conforme a Comissão de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. Com a saúde abalada em razão de um acidente vascular cerebral e apresentando sintomas do Mal de Alzheimer, ficou viúvo em 12 de novembro de 2006 após o falecimento de sua esposa, D. Maria do Carmo Correia de Caldas Rodrigues.



* Períodos Legislativos da Sexta República - 1987-1991
Senador Chagas Rodrigues
Francisco das Chagas Caldas Rodrigues
Nascimento: 8/11/1922
Natural de: Parnaíba - PI

Filiação: Poncion de Queiroz Rodrigues
e Ignésia de Caldas Rodrigues


Histórico Acadêmico
Secundário Ginásio Parnaibano
Pré-Jurídico Colégio Osvaldo Cruz
Ciências Jurídicas e Sociais Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

Cargos Públicos
Assessor Especial do Trabalho
Assistente Jurídico do Ministério da Fazenda

Profissões
Professor(a)
Advogado

Mandatos
Governador - 1959 a 1962
Deputado Federal - 1951 a 1955
Deputado Federal - 1955 a 1959
Deputado Federal - 1963 a 1967
Deputado Federal - 1967 a 1969
Senador - 1987 a 1995

Homenagens Recebidas
- Medalha do Mérito Tamandaré.
- Medalha de Sócio Benemérito da Associação dos Magistrados Piauienses.
- Medalha da Ordem do Mérito de Brasília no Grau de Grande Oficial.
- Medalha do Sesquicentenário do Poder Legislativo-Piauí, (1935-1985).

Fonte:

  •  Senado Federal 
  •  Wikipédia

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Barra Grande


A areia fofa e as águas calmas fazem da praia piauiense uma raridade na costa do Meio-Norte. É o banho de mar mais gostoso entre os Lençóis Maranhenses e a Praia de Jericoacoara.Como chegar: 53 quilômetros a leste de Parnaíba, por estrada bem asfaltada e sinalizada.Onde ficar: nas novíssimas pousadas pé-na-areia freqüentadas por praticantes de kitesurfe (prancha de surfe controlada por uma pipa), como a Ventos Nativos, onde há um bistrô francês (ventosnativos.com) e a BGK, que tem um belo bar de praia (barragrandekitecamp.com.br).

Fonte:
Revista Época

Mais uma do Futebol Piauiense


Parece mentira mas é verdade, o time campeão piauíense de 2008, o Barras Futebol Clube não vai sair na edição especial dos campeões da Revista Placar por não ter nenhuma foto grande do time campeão, a equipe da Placar vasculhou o estado à procura de uma foto posada do time para sair na edição, mas a única foto que conseguiu foi uma foto tirada do aparelho celular do presidente do clube.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Delta do Parnaíba

Antes de desaguar no oceano, o rio Parnaíba se divide em cinco braços diferentes. Durante as quase oito horas de passeio por toda a sua extensão, as embarcações tradicionais, com capacidade para até 90 pessoas, têm que se locomover por ali lentamente, pois há diversos bancos de areia pelo caminho.

Durante o percurso, é comum ver pescadores em seus barcos movidos a remo e a vela, vencendo a forte correnteza. Outro personagem típico da região é o catador de caranguejo-uçá. Nos acampamentos montados nos manguezais, os caiçaras dormem em redes amarradas às árvores. Não raro, avista-se algum deles cheio de lama pelo corpo. É ela que protege os catadores dos mosquitos que dividem o local com o crustáceo, cujo destino é, em sua maioria, as mesas e os supermercados de Fortaleza, no Ceará.

Jefferson Coppola/Folha Imagem
Dunas da Ponta do Caiçara, no delta do Parnaíba, onde pequenas vilas se espalham à beira do rio, no Maranhão
Dunas da Ponta do Caiçara, no delta do Parnaíba, onde pequenas vilas se espalham à beira do rio, no Maranhão

Pequenas vilas e povoados espalham-se à beira do rio e pelas ilhas da redondeza, algumas ainda sem energia elétrica. Após navegar por alguns quilômetros, entre florestas e mangues, uma duna surge de surpresa e a areia branca se mistura com a lama. A água é levemente salgada, resultado da mistura com o oceano. A imagem que se forma é uma mescla surpreendente de paisagens.

O delta e suas margens reservam ainda uma opção para aventureiros e amantes da natureza. Durante um safári noturno, também chamado de focagem, é possível observar um ecossistema bastante particular. Navegando em voadeiras, pequenas embarcações de madeira, os turistas seguram lanternas na esperança de encontrar jacarés, cobras, iguanas e pássaros nas cerca de quatro horas de duração do passeio.

Capital da carnaúba

Para visitar os atrativos do rio, o melhor a fazer é se hospedar em Parnaíba, portal do delta. Segunda maior do Estado do Piauí, a cidade foi o principal entreposto comercial da região nos séculos 18 e 19, grande exportadora de charque, de carnaúba e do babaçu. Naquela época, a cidade ainda era a Vila de São João de Parnaíba, e o Piauí, a quarta maior economia do país.

Arte

Em setembro de 2008, seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre as principais atrações estão a Casa Grande e a catedral de Nossa Senhora da Graça, padroeira da cidade.

Não deixe de visitar também o porto das Barcas, que teve parte de seus prédios históricos restaurados. Sentar-se em uma das mesinhas dos restaurantes e bares de suas ruelas é uma boa opção para um fim de tarde, quando o calor dá uma trégua. As agências que reservam os passeios pelo delta também ficam por ali.

Para manter o clima colonial, uma dica é se hospedar na Casa Inglesa, que fica ao lado do porto das Barcas. Construída no século 19, o local pertence à família de James Frederick Clark, um dos grandes exportadores da cera de carnaúba. Na pousada, há apenas cinco quartos, cada um deles pintado e decorado com uma cor diferente, sendo que todos os cômodos conservam móveis e objetos da época.

No comecinho da noite, com o vento do delta refrescando o calor nordestino, a parada é em uma das inúmeras sorveterias da cidade. Prove cajá com sapoti. Estique os pés num pufe de taboa, fibra vegetal tirada de lagoas e rios, e curta a maresia.

COMO CHEGAR
De carro até Parnaíba são 354 km de Teresina, com acesso pela BR 343

PARA QUEM
Casais e turmas de amigos que querem desfrutar da natureza exuberante da região e que não se importam em se deslocar por muitos quilômetros atrás de belas paisagens

QUANDO IR
O ano todo. De março a agosto, durante a época de chuvas, as lagoas entre as dunas estão mais cheias

DICA
Reserve um dia para visitar as praias de Luís Correia, a apenas 18 km de Parnaíba. As sete praias do município são banhadas por águas verdes e cristalinas




Fonte:
Juliana Calderari
http://www1.folha.uol.com.br

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

domingo, 16 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Piauí, Este Desconhecido





Em 1969 Nelson Rodrigues escreveu: “passei 40 anos sem me lembrar do Piauí”. Hoje, é bem capaz que aqueles que conhecem suas crônicas ainda não saibam muito sobre o estado com o menor litoral do Brasil e potencial turístico tão vasto quanto o caju e tamarindo que por lá brotam.
Os lençóis Maranhenses têm uma extensão no Piauí, assim como as dunas de Jericoacoara, no Ceará, que também “invadem” o oeste do estado. Estes destinos dos estados vizinhos são muito visitados por turistas. O que falta conhecer é o Piauí de perto, sua capital e sua natureza. A visita vale a pena, a começar pelos parques nacionais. Sete Cidades é uma reserva localizada a 200 quilômetros da capital Teresina, formada por estranhas formações de pedra, dignas de cenário de filme alienígena. Lá, como no resto do Piauí, o calor é intenso. Ninguém deve viajar à terra do caju esperando temperaturas abaixo de 35 graus. Por isso, o ideal é visitar o parque pela manhã e contratar um guia – oferecido no local - para conhecer todas as formações de rochas, conhecidas como “cidades”. A entrada é R$ 3 por pessoa.
O parque de Sete Cidades encanta, mas só até a hora em que o turista chega à Serra da Capivara. A partir daí, só haverá olhos para a concentração dos inúmeros exemplos de pinturas rupestres. São 130 mil hectares de história registrada nas rochas, com Teresina no centro, que atraem turistas e impulsionam a economia nos períodos de seca. A capital, Teresina, pode ser desconhecida, mas não é pequena. Cerca de um milhão de pessoas moram por lá e dividem espaço com hotéis de alto padrão, como o Luxor Piauí (a partir de R$ 126 a diária) e o Rio Poty (a partir de R$ 134). Em Teresina é possível passear de barco pelo rio Parnaíba e ver a escultura do Cabeça de Cuia, lendário formador do estado. O mito diz que ele vive no rio e se alimenta de virgens a cada sete anos.
Ainda pelo rio, o Delta do Parnaíba está entre as belezas turísticas que garantem um pouco de fama para o Piauí. Trata-se da foz do rio que em um ponto ficou mais larga e formou diversos canais e mais de 70 ilhas e dunas com piscinas naturais, que terminam no Atlântico.
O litoral piauiense é minúsculo, mas impressionante. Com apenas 66 quilômetros de extensão, as praias do estado são distribuídas da foz do Parnaíba até a fronteira com o Ceará. A praia Pedra do Sal é o cantinho mais famoso, e possui rochas dividindo-a no meio. Uma parte tem águas calmas e outra águas agitadas, próprias para os surfistas.
E se mesmo depois de conhecer tudo isso o turista quiser algo mais, este ano o Ministério do Turismo lançou a “Rota das emoções”. O nome não é só fachada não: são três destinos em um único roteiro, envolvendo aventura, praia e ecoturismo, e junta o Delta do Parnaíba, os Lençóis Maranhenses e Jericoacoara (no Ceará) em um só passeio. Agências como a Casa do Turismo oferecem o roteiro de dois dias e uma noite por R$ 1,2 mil, com traslado, passeios e hospedagem.
Delta do Parnaíba e Jericoacora: o ponto de partida e o fim da rota das emoçõesEste roteiro integrador de regiões junto com as atrações naturais do Piauí só contribui para que o destino seja incluído nos roteiros de quem passeia pelo nordeste. Nelson Rodrigues também escreveu que o estado “é tão só como um radinho de pilha”. Isso foi no século XX. Os tempos são outros, o Piauí também.

Fonte:

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A Prioridade é o Delta do Parnaíba

O Piauí é onde a indústria do turismo é menos desenvolvida na Região Nordeste. O estado recebe 600 000 turistas por ano, menos de um terço do número de visitantes do vizinho Ceará. Para fazer o setor deslanchar, a aposta dos piauienses é o delta do rio Parnaíba, no norte do estado. O único delta no continente americano em mar aberto destaca-se pela paisagem exuberante, pontilhada por 78 ilhas e ilhotas, dunas e mangues. Ele tem tudo para tornar-se o principal cartão-postal do estado. Para explorar esse potencial, o governo pretende criar um pólo turístico formado pelas cidades mais próximas da região — Cajueiro da Praia, Ilha Grande de Santa Isabel, Luís Correia e Parnaíba. Com mais investimentos na promoção do delta, a idéia é conquistar parte dos turistas de duas atrações famosas de estados vizinhos: Jericoacoara, no Ceará, e Lençóis, no Maranhão. O primeiro passo para isso foi a reforma do aeroporto de Parnaíba. Desde dezembro de 2006, ele se tornou apto a receber vôos internacionais. Novos investimentos estão previstos para melhorar a infra-estrutura. O estado obteve um empréstimo de 25 milhões de dólares com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para aplicar em obras como a recuperação de estradas, a urbanização de orlas e melhorias na sinalização turística.

Fonte:

Aquem Alcântara

http://portalexame.abril.com.br

sábado, 1 de novembro de 2008

Ecomotion/Pro 2008




As equipes dos 30 países participantes do Ecomotion/Pro 2008, a maior corrida de aventura do país, chegaram hoje à Parnaíba, os competidores da prova que atravessará os estados do Maranhão, Piauí e Ceará com provas de Trekking, Canoagem e Moutain Bike num total de 520 km de cenários paradisíacos e de muita emoção pela Rota das Emoções.
A largada vai ser no maranhão em Paulino Neves e a chegada em Jericoacora no estado do Ceará.

A corrida de aventura vai ser transmitida ao vivo pela internet no link abaixo.

http://ecomotion.com.br/online2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Piauí é destaque no Estadão


O Litoral do Piaui foi destaque em 6 páginas na edição de ontem do caderno Viagem & Aventura do Jornal O Estado de São Paulo.
As páginas estão postadas abaixo:

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Macacos e Caranguejos num Sáfari pelo Delta do Parnaíba


O guia assobia para chamar a atenção dos macacos, mas eles nem se mexem. Enquanto isso, a canoa prossegue em marcha lenta pelos igarapés da Ilha das Canárias, no Delta do Parnaíba. Jeílsom da Rocha, de 27 anos, está no comando da embarcação. Sem interromper as remadas, ele aponta os animais para os turistas, dá as instruções do passeio e aperfeiçoa as piadas: "Tomem cuidado com os obstáculos e fiquem tranqüilos. Se vocês caírem na água, as piranhas não vão atacar", brinca. As confortáveis lanchas em que o grupo embarcou no Porto dos Tatus, em Ilha Grande de Santa Isabel, ficaram para trás. Não conseguiriam seguir em meio à mata fechada. Sobraram as canoas, que agora desviam das raízes do mangue. Os galhos surgem por cima e pelos lados e, uma hora ou outra, é preciso esquivar o corpo para não ser atingido. Cuidado redobrado com o jiquiri de espinhos afiados. Você também verá árvores de açaí e dendê. Todos estão ansiosos para ver os macacos no safári pelo Delta, mas eles ainda não deram o ar da graça. Morcegos, capivaras e jacarés também parecem tímidos. Mas uma cascavel descansa em um tronco de árvore, não muito longe. Sem o olhar apurado do guia, no entanto, ninguém teria notado a existência da cobra. Mas onde está o macaco, hein, Jeílsom? Com a provocação, o guia pula na água e escala as raízes como se estivesse em um parque infantil. Parece até um habilidoso caranguejo do mangue. Dois minutos depois, volta a assobiar baixinho, tentando atrair os bichos para perto das canoas. Mais cinco minutos. Silêncio... Pronto! Lá estão os macacos bugio, pulando de galho em galho. Um, dois, três, o casal, a fêmea com o filhote, todo o bando. Hora dos cliques. Mas só para quem tiver um bom zoom - não é possível chegar tão perto dos animais. PERNOITE De volta às lanchas, o grupo segue ao Restaurante e Pousada Recanto dos Pássaros (0--86- 9977-4411), ainda na Ilha das Canárias. O ingrediente principal da refeição, uma caranguejada, é retirado no mangue ali ao lado. Uma corda com quatro animais sai por R$ 7. Difícil mesmo é quebrar o bicho e sugar a carne que ele esconde nas patas. Antes dono apenas do restaurante, Osvaldo de Araújo Gaspar, de 52 anos, resolveu abrir a pousada há cerca um ano. Que tal aproveitar a oportunidade para passar uma noite no Delta? Os quatro bangalôs são de taipa com telhado de palha, nada luxuosos. "Quem vem aqui quer natureza e algo simples mesmo", diz Gaspar. O povoado mais próximo fica a um quilômetro dali e tem 2 mil habitantes. A diária custa R$ 45 por pessoa e inclui um café bem regional, com cuscuz e tapioca. ÚNICO O turista que chega ao Delta do Parnaíba pode se gabar, sim, pois está conhecendo um dos lugares mais exclusivos do planeta. Em todo o continente americano, esse é o único delta a desembocar em mar aberto. No resto do mundo, o fenômeno só ocorre no Rio Nilo (África) e no Mekong (Ásia). Um espetáculo natural que corre por 1.485 quilômetros e se divide em cinco ramificações ao chegar ao Atlântico, formando um arquipélago com 2.700 quilômetros quadrados. Diante disso, fica fácil entender por que o Delta foi escolhido como cartão-postal do Piauí, apesar de 65% de sua área estar no Maranhão. Mais de 80 ilhas compõem o cenário. As mais conhecidas são a Canárias, a do Caju, a Grande do Paulino e a dos Poldros. Os passeios que levam a elas saem do Porto das Barcas, no centro de Parnaíba, ou do Porto dos Tatus, em Ilha Grande de Santa Isabel, a 20 minutos de lá. O tour básico vai até o pontal da Ilha dos Poldros, que tem rio de um lado e mar de outro - no meio, ficam as dunas. Um primor.  Passeio até as ilhas do Delta: informações na Associação de Monitores do Delta do Parnaíba (0--86) 9999-2718 Safári no Delta: na Aventur Ecoturismo: (0--86) 3321-3002; www.aventureventos.com.br


Fonte:
Lucas Frasão

Sossego na Areia do Cajueiro da Praia

O Delta do Parnaíba, na divisa com o Maranhão, garantiu seu lugar na lista das maravilhas brasileiras e é forte candidato a entrar para a seleta categoria de "viagem dos sonhos". Colada no Ceará e infinitamente menos conhecida, a cidade de Cajueiro da Praia não teria dificuldade para seguir esse caminho. Não enquanto o mundo for mundo. E o turista continuar gostando de faixas de areia clara e fofa, arrematadas por um mar azul de águas mornas.
Uma vez em Cajueiro, o melhor lugar para comprovar essa tese é a Praia de Barra Grande, que bem aos poucos vê sua vila de pescadores ser transformada em reduto de aventureiros e de visitantes ecologicamente corretos. O ritmo da mudança, por assim dizer, acompanha o arrastar de chinelos dos cerca de 1.700 moradores. 
São eles que contam, sem esconder o orgulho, que em alguns dias nenhum veículo cruza a Rua Portal da Barra, a principal do centrinho. Repare que as pousadas mais charmosas e os melhores restaurantes da região estão concentrados ali, no meio daquela tranqüilidade.Na fachada de um deles, outro indício da calmaria: "abre após o pôr-do-sol", indica a placa. 
Não longe dali, a modesta Igreja Nossa Senhora da Conceição serve de referência para os visitantes. Bem do lado dela está o posto de atendimento turístico. A vila, dizem, gosta de estar bem preparada para receber quem vem de fora. 
Recentemente, se embonecou à espera dos turistas. As paredes das casinhas de taipa foram pintadas com cores diferentes e os postes de iluminação do centrinho ganharam cabaças coloridas. Outra medida (meio engraçada, meio curiosa): a localidade montou pocilgas públicas para reduzir o número de porcos nas ruas.

FESTA NO CÉU

Mas o principal trunfo de Barra Grande é mesmo sua praia de areia fofa e águas rasas. Visitante de bom gosto espera pela fase da maré baixa, quando surgem os bancos de areia. Você encontra um deles e caminha até as pernas cansarem. Ou apenas relaxa ao sol.
Muitos dos que chegam a esse paraíso são praticantes do kitesurfe. O mar com jeito de lagoa e os ventos fortes (entre 18 e 30 nós) da região formam as condições ideais para o esporte - tanto que duas escolas especializadas se instalaram por lá.
Entre os comerciantes que souberam aproveitar a invasão dos esportistas está o médico Ariosto Ibiapina, de 56 anos. Há três anos e meio, ele se divide entre a Barra Grande Kite Camp e o hospital que montou em Parnaíba, a 60 quilômetros dali. "A clínica é meu ofício e a pousada é meu lazer, onde me divirto e me livro do stress."
O doutor Ariosto, como é conhecido, procura estimular a comunidade a praticar o kite. Iniciativa que já rendeu frutos. Um de seus funcionários, Hélio Cabrinha, de 18 anos, aprendeu a velejar por ali e foi vice-campeão no freestyle na 1ª etapa do Brasil Kite Tour 2008.
Fora desse circuito radical, o passeio do cavalo-marinho é outra das atrações de Barra Grande. Evandro Carlindo da Silva, de 27 anos, e Davi dos Santos Soares, de 24, são guias da associação de condutores de turismo local, a Barratur, criada há quase cinco anos pela comunidade. Eles cresceram em meio ao mangue e conhecem a fragilidade desse ecossistema. Lição que repassam aos turistas em palavras e ações: sempre devolvem às águas o astro mais famoso do roteiro. 
No tour, os guias remam a canoa meia hora por um braço do Rio Camurupim e estacionam nas raízes, perto da praia. Depois, procuram os animais com cuidado e acomodam os cavalos-marinhos em um pequeno aquário. Assim, pelo vidro, os visitantes podem ver de perto essa espécie ameaçada de extinção (leia mais abaixo). Para terminar, um refrescante banho de rio. 
Passeio do cavalo-marinho: (0--86) 9984-3986 e (0--86) 9931-0176; preço: R$ 20 por pessoa

FIQUE DE OLHO

A espécie Hippocampus reidi, presente no litoral do Piauí, está ameaçada de extinção por razões, no mínimo, vexatórias. Por muito tempo, ela foi caçada para enfeitar aquários, fazer poções curativas duvidosas e compor peças de artesanato. 

PARA ESPORTISTAS

Fortes correntes de ar e mar de águas calmas dão ao litoral do Piauí as condições perfeitas para a prática do kitesurfe. Tanto que a região atrai circuitos profissionais do esporte. Um exemplo é a Praia do Coqueiro, em Luís Correia, que recebeu no mês passado a 1.ª etapa do Brasil Kite Tour 2008. É o terceiro ano seguido que o campeonato brasileiro passa pelo Piauí. "O kitesurfe é um esporte limpo, que só depende da natureza. Por isso, fica mais fácil o turismo se desenvolver com sustentabilidade", diz Márcia Chame, secretária da Associação Brasileira de Kitesurfe e mãe de um craque do esporte, Reno Romeu. Ele é o atual campeão brasileiro na modalidade freestyle, a mais concorrida. Entre as meninas, o esporte também vem ganhando espaço. Carol Freitas, por exemplo, é bicampeã na categoria wave e campeã da regata. Bruna Kajiya, de 21 anos, é bicampeã nacional no freestyle e duas vezes vice-campeã no circuito mundial. A 2.ª etapa do Brasil Kite Tour 2008 ainda passa por Fortaleza (CE), de domingo a terça, e pelo Rio, de 12 a 16 de novembro. Site: www.brasilkitetour.com.br.

Fonte:
Lucas Frasão

Roteiro para um dia ou uma semana


Se você fosse levar em conta apenas a extensão do litoral - são meros 66 quilômetros espremidos entre Ceará e Maranhão -, não precisaria nem de um dia para conhecer as 13 belas praias do Piauí. Mas adotar a estratégia de visita relâmpago em um lugar assim tão especial é um equívoco turístico difícil de justificar.  Em vez disso, reserve alguns dias para apreciar como se deve cada trecho do litoral piauiense. São 36 quilômetros de costa apenas na parte continental, entre Cajueiro da Praia e Luís Correia. O restante fica na Ilha Grande de Santa Isabel. Confira os detalhes: PEDRA DO SAL Muito popular entre os visitantes, cobre cerca de 24 quilômetros de orla na Ilha Grande. A parte mais movimentada, com vários quiosques, fica a 15 quilômetros de Parnaíba. O nome da localidade veio de um fenômeno natural: quando a maré está alta, a água acaba ficando acumulada nas reentrâncias das pedras. O sol forte da região faz o líquido evaporar, deixando apenas rastros de sal nas rochas. Simples assim. Já o Morro Gemedor, ao lado, foi batizado em homenagem a uma lenda local. Conta-se que a índia Intã e o jovem Irá namoravam quando foram soterrados na areia. E os gemidos do casal seriam ouvidos até hoje (tudo não passa de efeito do vento na montanha). COQUEIRO Essa praia começou a despertar o interesse de quem queria ter uma casa no litoral ainda na década de 1970. Hoje, seus oito badalados quilômetros de extensão reúnem dezenas de imóveis de veranistas. A praia fica perto de Luís Correia e tem infra-estrutura turística razoável. Sem falar de areia branquinha e águas mornas. O arquiteto Gerson Castelo Branco, de 60 anos, chegou à região quando a vila tinha apenas 300 pessoas e nada de energia elétrica. E não conseguiu mais ir embora. "Passei seis anos da minha vida pescando e comendo peixe." Ele construiu sua casa usando elementos encontrados no local, como a palha e a carnaúba. Mais integrado à comunidade, começou a doar coqueiros aos moradores. "Para deixar o cenário menos árido." Iniciativa que acabou rebatizando o local, conta ele. LAGOA DO PORTINHO Com 15 quilômetros de largura e cercada por dunas, é muito freqüentada por turistas da região. Gente que passa o dia nas praias e, antes de voltar para casa, faz uma paradinha para apreciar o pôr-do-sol e tirar o sal do corpo com a água doce da lagoa. Aos domingos, o forró é um motivo a mais para prolongar a visita. Também há passeios de lancha e banana boat, que levam às dunas do outro lado da lagoa, por R$ 5. O vento constante incentiva a prática de esportes na lagoa, mas também pode provocar o desaparecimento do espelho d?água. A areia é empurrada aos poucos, dia após dia, para dentro da lagoa, provocando assoreamento. As dunas encobriram de vez quatro restaurantes que ficam nas margens. Outra vez, uma lenda explica a origem da lagoa: o cacique dos tremembés aprisionou em uma oca sua filha Macyrajara quando descobriu a paixão dela por Ubitã, guerreiro da tribo inimiga. O jovem tentou resgatar a amada, mas foi morto com uma flechada. A lagoa teria surgido, então, das lágrimas derramadas por Macyrajara. MACAPÁ A tranqüilidade dá o tom na Praia de Macapá, cercada por uma vila de pescadores. Não há nada ali além de tendas de palha e cadeiras na areia para os turistas. O único restaurante desse trecho é o Chico Izaura (0--86-9934-4107), que oferece pratos simples e deliciosos. Uma porção de camarão, por exemplo, custa R$ 15. O local ainda preserva um clima rústico, mas já foi realmente selvagem no passado. "Eu vinha acampar aqui há 20 anos e não havia nem pista de acesso", diz Joaquim Vidal, de 42 anos, dono de uma agência de turismo. Na Praia de Macapá, a grande ameaça é o mar - e não a areia, como na Lagoa do Portinho. Há 15 anos, boa parte da vila foi submersa e o nível das águas continua a subir. No caminho para Macapá, pela PI-116, pare perto da Praia de Carnaubinha para conhecer a Árvore Penteada - ou da Cabeleira, como dizem os moradores. Trata-se de um tamarineiro que teve a copa devidamente "penteada" pelo vento ao longo dos anos. PACOTES* PASSAGEM AÉREA O trecho SP-Teresina-SP custa a partir de R$ 1.223 na Gol (0300- 115-2121) e de R$ 1.319 na TAM (4002-5700)  PACOTES R$ 1.262: 4 noites em Teresina. Top Brasil (0--11- 3926-8000; www.topbrasiltur.com.br) R$ 1.327: 5 noites em Teresina com café e city tour. Beeline (0--11-3171-1544; www.beeline.com.br) R$ 1.699: 7 noites em Teresina. Riviera (0--11-5533-6889; www.rivieraoperadora.com.br) R$ 1.978: 4 noites em Teresina com café e locação de carro. Taks Tour (0--11-2821-8800; www.takstour.com.br) R$: 2.377: 1 noite em Petrolina com café e 4 na Serra da Capivara com pensão completa e passeios. Terra Mater (0--11-3464-5100; www.terramater.com.br) R$ 2.648: 5 noites na Serra da Capivara com pensão completa. Sem Fronteiras (0--11-3853-4401; www.semfronteiras.tur.br) R$ 2.648: 5 noites na Serra da Capivara com pensão completa. Filhos da Terra (0--11-3171-2000; www.filhosdaterra.com) R$ 2.648: 5 noites na Serra da Capivara com café e passeios. Rapi10 (0--11-3218-7301; www.rapi10.com.br) R$ 4.767: 3 noites na Serra da Capivara, 1 em Teresina e 2 em Parnaíba. Inclui café e passeios. CiaEco (0--11-5571-2525; www.ciaeco.tur.br) *Preço mínimo por pessoa em quarto duplo, com aéreo


Fonte:
Lucas Frasão

A Multicolorida e Pacata Parnaíba


A história da cidade está preservada no casario gracioso e no Porto das Barcas onde tudo começou, o colorido e gracioso centro histórico de Parnaíba funciona como base de apoio para quem visita a região. Muito por sua importância para o Estado, claro. Mas também pelo fato de as agências de turismo terem escolhido o Porto das Barcas para montar seus escritórios.
Esse porto que testemunhou o surgimento da cidade, 300 anos atrás, por muito tempo recebeu os navios a vapor que chegavam da Europa e, depois, voltavam ao Velho Continente abarrotados de produtos derivados da pecuária. Em especial, o charque. "O Piauí era o maior produtor de gado das porções Norte e Nordeste do Brasil", diz Claudete Maria Miranda Dias, historiadora da Universidade Federal do Piauí. O Porto das Barcas também faz parte da história de um dos maiores líderes indígenas do Nordeste. Manduladino, da tribo dos tremembés, foi separado de sua família ainda criança para ser educado por jesuítas. Mais velho e revoltado com a dominação portuguesa, ele conseguiu organizar um levante contra a cidade de Parnaíba na década de 1750, conhecido como "a rebelião do Norte". Assustados com o ataque dos tremembés, os portugueses tiraram de lá a imagem de Nossa Senhora de Monte Serrathe, símbolo da colonização. A santa estava na capela de mesmo nome, na Rua Duque de Caxias. Erguida em 1711, é a construção mais antiga de Parnaíba.  A estátua foi levada para a cidade de Piracuruca, a 125 quilômetros do litoral - onde está até hoje. Manduladino não teve sorte. Capturado pouco tempo depois da invasão, acabou sendo executado na região do Porto das Barcas.
INDEPENDÊNCIA Perto do porto, a Igreja de Nossa Senhora das Graças, na praça de mesmo nome, abriga o túmulo de outra personalidade decisiva para a história piauiense. Simplício Dias, um grande fazendeiro de Parnaíba no século 19, foi o principal articulador do movimento de independência no Estado.  "No Brasil, o ano de 1822 não se resume ao grito que d. Pedro I deu às margens do Ipiranga, em São Paulo", explica a professora, nascida na Serra da Capivara. Tanto que, por lá, o fim do período de colônia portuguesa é comemorado (com feriado, sem dúvida) também no 19 de Outubro, considerado o Dia do Piauí. E não só no 7 de Setembro. "Há poucas pesquisas sobre a história específica de nosso Estado", afirma Claudete, que agora trabalha na preparação do livro Piauí que o Brasil não vê: História, Arte e Cultura. "Pretendo lançá-lo o mais breve possível", diz.
Fonte:
Lucas Frasão

Paisagem ao Sabor do Vento

Uma brisa leve ou uma rajada que tira o sossego de quem tenta se banhar ao sol. São absolutamente volúveis os ventos que, em questão de segundos, dão novas formas ao litoral do Piauí. As correntes de ar entortam as carnaúbas, varrem as dunas para muito longe e só por milagre poupam as casas de taipa onde vive um povo humilde e hospitaleiro. Pessoas que ainda recebem os visitantes como se fossem amigos - e não potenciais clientes. Até porque o interesse turístico pela região é algo novo, novíssimo. Começou com a descoberta do Delta do Parnaíba, maravilha que o Piauí divide com o Maranhão. Mas não demorou a chegar às praias lindas e rústicas do menor litoral do Brasil, onde bons ventos incentivam as manobras radicais do kitesurfe.  Ao contrário dos Estados vizinhos, verdadeiros pesos pesados quando se trata de receber visitantes, o Piauí só agora começa a se estruturar como destino. A Secretaria de Turismo local, por exemplo, está em atividade há pouco mais que um ano e os resorts, tão comuns em toda a Região Nordeste, ainda não chegaram lá.  As pessoas que procuram o litoral do Piauí se hospedam em pousadinhas e pequenos hotéis, que oferecem, no total, módicos 1.200 leitos. Situação que terá de mudar rapidamente se o Estado não quiser perder turistas. "Nossa rede hoteleira está aquém do que o mercado exige", afirma José do Patrocínio, presidente da Piauí Turismo (Piemtur). "Mas temos planos de chegar a 2015 com cerca de 8 mil leitos." A guinada do turismo começou em 2003, quando foi feito um estudo para identificar os potenciais do Estado. Naquela época, Parnaíba - a principal cidade do litoral e a segunda maior do Piauí, com 150 mil habitantes - não tinha nem saneamento básico. E era precária a condição das estradas que ligam a região à capital, Teresina, e a Fortaleza, no Ceará. Problemas que já começaram a ser solucionados, em parte com o auxílio do governo federal. Neste ano, o Ministério do Turismo incluiu Teresina, Parnaíba e São Raimundo Nonato, mais ao sul, na lista de destinos-chave e lançou, em parceria com os governos estaduais, a Rota das Emoções. Esse roteiro integrado passa por Delta do Parnaíba, Jericoacoara (CE) e Lençóis Maranhenses (MA).  AEROPORTO A dificuldade de acesso, no entanto, continua sendo o grande nó turístico do litoral piauiense. Apesar de o aeroporto de Parnaíba ter garantido o status de terminal internacional em 2005, pouco depois de começar a ser administrado pela Infraero, sua pista tímida estava longe de poder receber os Boeings tão sonhados pelo Estado. Para se ter uma idéia, apenas oito vôos internacionais pousaram ali no ano passado, vindos da Europa. Por causa do tamanho reduzido da pista, as companhias tinham de usar aviões menores e programar uma parada de reabastecimento em Cabo Verde, em pleno Oceano Atlântico. A manobra tornava o bilhete muito caro, afastando os viajantes.  Resultado: o aeroporto teve de ser fechado e agora passa por reformas. As obras incluem a ampliação da pista para 2.500 metros, permitindo o pouso de aviões maiores. "Estaremos prontos para receber vôos internacionais em meados de 2009", afirma Patrocínio.  Enquanto isso não acontece, no entanto, quem quiser chegar às praias precisa desembarcar em Teresina e encarar cinco longas horas de estrada. São 350 quilômetros, mas pelo menos a BR-343 agora está com o asfalto tinindo.  Você precisará tomar cuidado apenas com os animais que invadem a pista - caso dos burros, que só há pouco perderam para as motocicletas o posto de principal meio de transporte da região. Tirando isso, o caminho é plano até o litoral, domínio das dunas, das carnaúbas, dos ventos. Uma paisagem que, se desaparecesse, deixaria muita gente chateada.  Viagem feita a convite do Brasil Kite Tour 2008

Fonte:
Lucas Frasão

 
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